quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Alma pater
Durante muitos anos acreditei piamente que afecto parental assim mesmo à séria é o que liga as mães aos filhos. São elas que os carregam durante nove meses, são elas que passam noites em branco, são elas que não cortam nunca o cordão que vai ligar a vida delas, ad aeternum, ao desse novo ser . Para mim, era assim que as peças encaixavam e nunca pensei muito no assunto. O processo de amadurecimento fez-me o favor de me trazer outra perspectiva. Uma nova perspectiva que me despertou a consciência para o valor do pai que tenho - e que, cada vez mais, considero o culpado pelo elevado nível de exigência que estabeleci para o sexo masculino - e para o valor de outros pais que vão além do que a sociedade lhes pede, cumprindo, contudo, o que o amor incondicional lhes impõe. E é um privilégio ver estas relações do lado de dentro e ficar de coração cheio por saber e sentir estas pessoas de alma maior perto de mim.
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