Não sei que entidade apática se apoderou de mim, só sei que este ano desenvolvi imunidade ao espírito natalício. No passado, o contágio dava-se lá por finais de Novembro e inícios de Dezembro. Este ano, nada. E atenção que não precisava de muito para me sentir uma pequena ajudante do Pai Natal. Os logótipos dos canais nacionais rodeados de estrelinhas cintilantes no cantinho da televisão eram coisa mais que suficiente para me deixar em modo "É Natal, é Natal, tralalalala...".
Este ano, nada. Olho para o calendário e percebo que tenho uma semana e meia até ao Natal, ou seja, uma semana e meia para deixar pronto um projecto que tem que sair até ao Natal nem que a rena tussa. Olho para o calendário e anseio pela semana de férias entre Natal e Ano Novo para conseguir respirar, colocar o descanso mental em dia e ir a umas quantas consultas de rotina sem ter que faltar ao trabalho.
Comprei os presentes para as minhas pessoas mais adoradas, voluntariei-me para assegurar a parte gastronómica do evento e dei o assunto "Natal 2012" por arquivado.
É certo que ainda não cheguei ao ponto Grinch de abater subsídios de Natal sem dó nem piedade nem de exterminar vacas e burros de presépios de todo o mundo mas a verdade é que já não vive em mim aquela força desconhecida que outrora, por esta altura, me fazia aguentar o Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras a

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